Criada em 2025, O Pequeno Príncipe parte do universo poético de Antoine de Saint-Exupéry para construir uma pintura abstrata atravessada por memória literária e imaginação.
A composição não reproduz personagens nem cenas de forma literal. Em vez disso, formas, cores e movimentos aproximam o olhar de temas ligados à infância, à imaginação, à amizade, à essência e à espiritualidade.
No topo, um formato arredondado seguido por uma base mais larga e irregular remete à célebre imagem da jiboia que engoliu um elefante — desenho que, na narrativa, os adultos confundem com um chapéu. A referência surge como memória visual, não como ilustração.
Uma pincelada em amarelo ouro sugere a raposa, figura ligada ao vínculo, à delicadeza e ao ato de cativar. Sua presença permanece quase escondida entre as camadas de cor.
No canto superior direito, uma mancha circular amarelada admite leituras distintas: cabelo loiro, olho atento, presença luminosa. A ambiguidade é parte da força da pintura e mantém a referência literária aberta.
O azul intenso amplia a sensação espacial e lúdica, aproximando a composição do universo de travessia do personagem. A pintura reúne essas referências em uma experiência abstrata sobre amizade, imaginação e essência, sem perder a liberdade do movimento.



