Realizada em 2026, Ocean Song integra A Canção do Oceano, série em que pintura, fotografias e memória de viagem se aproximam pela experiência do mar. A obra participa desse percurso sem transformar o oceano em uma imagem obrigatoriamente literal.
Azul-petróleo, cinza, preto, marrom e branco percorrem a superfície em pinceladas dinâmicas e texturizadas. As variações de densidade e direção fazem o olhar avançar pela composição como quem acompanha mudanças de ritmo, profundidade e intervalo.
O título aproxima pintura e som: “canção” sugere cadência, repetição e pausa. Essa relação funciona como possibilidade de leitura, enquanto a própria matéria mantém a obra aberta à observação. Dentro da série, Ocean Song reforça o diálogo entre aquilo que foi vivido diante do mar e aquilo que retorna transformado em movimento e cor.



